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Lesões Esportivas do Quadril

 

LESÃO DA MUSCULATURA ADUTORA

 

A musculatura adutora liga a porção inferior da pelve (púbis) ao osso da coxa (fêmur). Essa musculatura é submetida à grandes forças em atividades esportivas que demandam movimentos explosivos, como no caso do futebol. Pode ocorrer rotura destes músculos, principalmente do tendão do músculo adutor longo. No caso de rotura desta musculatura, o tratamento pode ser realizado com ou sem cirurgia, dependendo da extensão da lesão, do nível de atividade física do paciente e de outros fatores

 

LESÃO DO LABRUM ACETABULAR

 

O lábio acetabular ou labrum consiste numa extensão do acetábulo (encaixe do quadril). Essa extensão aumenta a estabilidade do osso do fêmur no acetábulo. Quando apresenta alguma lesão, pode causar dor e desconforto em determinados movimentos. Grande parte das pessoas convive com este tipo de lesão sem interferir de forma significativa na qualidade de vida e nas atividades do dia a dia. Quando essa lesão interfere com as atividades de forma importante, é possível tratar esse problema com uma cirurgia utilizando pequenas incisões (1 cm aproximadamente) pela técnica de artroscopia de quadril.

 

LESÃO DO LIGAMENTO REDONDO

 

O Ligamento redondo é um ligamento que apresenta poucas funções mecânicas na adulto. Na infância este ligamento é importante na irrigação sanguínea e na nutrição da cabeça do fêmur (osso da coxa).

Mesmo sem muita função mecânica, este ligamento continua presente no adulto. Em algumas situações, principalmente após algum movimento brusco, ele pode se romper. Nestas situações o ligamento roto (“rompido”) pode incomodar e limitar a prática de esportes.

A maioria das pessoas convive com essa situação sem grandes problemas, porém para outras o incomodo é muito grande. Nessa situação, pode-se remover o pedaço machucado do ligamento por técnica de artroscopia de quadril.

 

TENDINITE GLÚTEA

 

Dor no quadril causada por inflamação, degeneração ou lesão no tendão dos músculos glúteos (glúteo máximo, médio, mínimo). Esses músculos têm papel importante na extensão e abdução do quadril. Esse tipo de lesão tem incidência alta em corredores.

Causas:

Atividades repetitivas

• Aumento da carga de exercícios de forma abrupta

• Excesso de impacto do tendão sobre as proeminências ósseas

• Trauma agudo

• Anormalidade biomecânicas podem sobrecarregar os tendões

• Sobrepeso

• Corridas longas, de alta intensidade e com subidas

Sintomas:

Dor lateral ao quadril  (região do trocanter do fêmur) que se irradia para a lateral da perna

• Dor durante a corrida e movimentos. Costuma piorar à noite

• Comumente é confundida com a dor causada pela compressão do nervo ciático

• Fraqueza para abdução (abertura) do quadril

 

OSTEONECROSE DO QUADRIL

 

A osteonecrose decorre da falta de irrigação sanguinea na cabeça do fêmur (osso da coxa). Com isso, ocorre colapso da porção óssea, com perda da altura do osso e secundariamente artrose (desgaste) da articulação.

A osteonecrose cursa com dor no quadril, principalmente na virilha, pior aos movimentos e que ocorre mesmo ao repouso.

Diversas são as causas de osteonecrose, porém a maior parte dos casos não se identifica a causa da doença. Dentre as causas de osteonecrose, podemos destacar anemia falciforme, uso de corticóide, mergulhos com escafandro, gota, quimioeterapia, radioterapia e consumo excessivo de álcool.

 

 

Na osteonecrose do quadril ocorre diminuição da cirulação de sanguE com consequente problema na cartilagem e no osso.

O tratamento da osteonecrose em sua fase inicial depende de:

1.evitar pisar com o lado acometido

2.uso de muletas ou bengalas

3.analgésicos

4.acompanhamento

Nas fases um pouco mais avançadas pode-se considerar cirurgias no osso. Dentre elas, pode-se realizar cirurgia de descompressão do osso, com objetivo de melhorar a vascularização do local. Trata-se de procedimento relativamente simples e baixo risco cirúrgicos.

Nos casos mais avançados o tratamento necessita cirurgia de prótese de quadril.