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Fraturas Pediátricas

 

Lesões Fisiárias

 

Nas extremidades dos ossos longos de uma criança/adolescente existem as cartilagens de crescimento, chamadas de fise. Essas fises permitem o crescimento em comprimento do osso com o passar dos anos.

Traumas em crianças/adolescentes podem gerar lesões nas fises. A redução de fraturas ao redor das fises apresenta peculiaridades que são fundamentais para o bom resultado final: exigem normalmente redução anatômica; no momento da fixação deve-se ter cuidado para não lesar ainda mais a fise, seja na manipulação, seja no tratamento cirúrgico.

Os locais mais comuns são dedos das mãos, punho e tornozelo.

Após trauma local a criança refere dor e edema local.

Deve passar por avaliação ortopédica em pronto socorro.

O diagnóstico se baseia em radiografias.

O tratamento conservador está indicado nos casos sem desvio ou nos casos com desvio que permitem redução anatômica após manipulação.

Casos com desvio que não permitem redução anatômica devem ser tratados com cirurgia.

 

Fratura supra condiliana do cotovelo

 

A fratura supra condiliana do cotovelo ocorre em crianças ao redor dos 8 anos de idade, após queda ao solo.

Os sintomas são: dor local, edema, possivelmente deformidade visível, equimose, incapacidade de movimentar o membro superior. O inchaço pode progredir rapidamente ao redor do cotovelo.

Avaliação em caráter de urgência com ortopedista é fundamental.

O diagnóstico se baseia em radiorafias.

É uma fratura que ocorre próximo a fise de crescimento da região distal do úmero (veja mais na seção sobre lesões fisárias).

O tratamento conservador é indicado nos casos sem desvio.

Nos casos com desvio o tratamento cirúrgico, usualmente em caráter de urgência, está indicado. O tratamento visa a redução anatômica da fise de crescimento e o controle do edema do cotovelo.