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Especialidades

Conheça as especialidades atendidas pelo Dr. Júlio Torres e entenda mais sobre os tratamentos possíveis.

Cirurgia do Joelho

Aqui abordamos cada detalhe das patologias do joelho.

 Algumas alterações constitucionais no membro inferior como o posicionamento da patela elevado, hipermobilidade articular, hipoplasia do músculo vasto medial oblíquo, membro inferior em valgo, ângulo Q (formado pelo encontro do músculo reto femoral e o ligamento patelar) aumentado, insuficiência do ligamento patelofemoral medial e tróclea rasa, predispõem o desenvolvimento do quadro clínico de instabilidade patelar, que consiste em uma mobilidade patelar lateral anormal podendo até ocorrer luxação patelar (desarticulação patelofemoral).
 Para o seu diagnóstico, além do exame físico, pode ser necessário a investigação com radiografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia.
 Geralmente iniciamos o tratamento de maneira conservadora (sem cirurgia), porém, a recorrência de instabilidade patelofemoral (luxações), a presença de fragmentos osteocondrais livres na articulação pós-episódio de luxação ou dor recorrente devido a instabilidade, requerem tratamento de reparação cirúrgica.

 

 Toda a superfície articular do joelho é recoberta por cartilagem. Sua principal função é reduzir o atrito entre os ossos durante o movimento.
 A lesão da cartilagem costuma ocorrer basicamente de duas formas:
 1- Traumas intensos que levam normalmente a lesões localizadas.
 2- Processos degenerativos do joelho (como a osteoartrose) que levam a lesões difusas.
 O tratamento das lesões de cartilagem depende basicamente da distinção acima citada. Lesões localizadas, em pacientes jovens são abordadas, normalmente, através de técnicas para reparo da cartilagem. Lesões difusas normalmente são tratadas com condroprotetores nas lesões mais leves, e com prótese do joelho para lesões avançadas.

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 A osteoartrose dos joelhos é muito frequente. É classificada em 5 graus de acordo com sua gravidade. Nos casos mais iniciais causa dor e desconforto aceitáveis. Porém nos casos mais avançados limita severamente a função dos joelhos e tem importante impacto negativo sobre a qualidade de vida.
 O tratamento depende do estágio em que se encontra a artrose. Nos casos iniciais o tratamento conservador com fisioterapia, anti-inflamatórios e condroprotetores traz bons resultados. Nos casos mais avançados a prótese total de joelho está indicada. Nos Estados Unidos, no ano de 2014, mais de um milhão de próteses de joelho foram realizadas. A taxa de sucesso da prótese total de joelho é de 98%.

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 O joelho possui dois meniscos, o medial (ou interno) e o lateral (ou externo). Sua função primordial é absorção de carga que passa pelo joelho. Secundariamente tem função estabilizadora, agindo em sinergismo com as estruturas ligamentares do joelho.
 Entre as possibilidades de tratamento das lesões meniscais destacam-se a sutura meniscal e a meniscectomia parcial/total.

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 O joelho possui diversas estruturas ligamentares que o estabilizam.
 O ligamento cruzado anterior estabiliza a translação anterior da tíbia sobre o fêmur e tem importância fundamental na estabilização rotacional do joelho.
 O ligamento cruzado posterior estabiliza a translação posterior da tíbia sobre o fêmur.
 O ligamento colateral tibial fica na porção interna do joelho e estabiliza o estresse em valgo do joelho.
 O canto posterolateral é uma estrutura complexa localizado na região lateral do joelho e estabiliza o estresse em varo e a rotação externa do joelho.
 O ligamento patelofemoral medial é uma estrutura ligamentar que estabiliza a patela sobre a tróclea femoral e impede a luxação da mesma.
 Mais recentemente estudado temos o ligamento anterolateral. Esse ligamento está localizado, como o próprio nome diz, na região anterolateral do joelho. Sua função está na estabilização da rotação interna, além de auxiliar o LCA na estabilização anterior do joelho.
 O tratamento das lesões ligamentares varia de acordo com o ligamento lesado, a idade e a demanda do paciente.

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Ortopedia

Saiba mais sobre as patologias ortopédicas mais frequentes no consultório.

Entorse do Tornozelo

     O entorse do tornozelo causa uma das lesões mais comuns entre os esportistas. Lesão ligamentar se refere à lesão dos ligamentos, que são fortes bandas de tecido fibroso e servem para manter os ossos juntos e a articulação estável. Normalmente ocorre durante atividades como andar, correr ou saltar. O movimento forçado do tornozelo e do pé para dentro, em direção à linha média do corpo, ultrapassando o limite de resistência dos ligamentos, resulta em danos a estas estruturas. Cerca de 90% das lesões ocorrem desta maneira, pela inversão forçada do tornozelo.
     A lesão mais comum é a ruptura parcial ou total dos ligamentos e da cápsula articular lateral do tornozelo, o chamado complexo ligamentar lateral. A estrutura mais frágil e mais freqüentemente lesada é o ligamento talofibular anterior (LTFA).
Os sintomas iniciais são: dor, inchaço e hematoma, que podem afetar os dois lados da articulação, dependendo das estruturas acometidas. As lesões são classificadas de acordo com a extensão da lesão ligamentar.
     O tratamento na fase aguda baseia-se no protocolo PRICE (Protection Rest Ice Cast Elevation, cuja tradução seria: Proteção Repouso Gelo Órtese Elevação). Mais de 90% dos pacientes apresentam bons resultados com essas medidas. Na fase crônica (após 6 semanas da lesão) se houver queixa de dor persistente ou instabilidade do tornozelo volta-se a atenção para a possibilidade de lesão ligamentar crônica ou lesões associadas.

Fascite Plantar

     Fascite plantar é um processo inflamatório ou degenerativo que afeta a fáscia plantar (chamada também de aponeurose plantar), uma membrana de tecido conjuntivo fibroso e pouco elástico, que recobre a musculatura da sola do pé, desde o osso calcâneo, que garante o formato do calcanhar, até a base dos dedos dos pés. Pessoas com sobrepeso, atletas, especialmente os corredores, bailarinos, ginastas, e mulheres por causa do uso frequente de sapatos com saltos muito altos estão mais sujeitas a desenvolver essa condição.
     O transtorno é provocado pelo estiramento excessivo da fáscia plantar ou pela repetição de microtraumatismos nessa estrutura que dá sustentação e estabilidade ao arco plantar.
     O sintoma característico da fascite plantar é uma dor forte, em facada, debaixo do pé, perto do calcanhar. Em geral, essa dor é mais intensa pela manhã, mas alivia durante o dia, com a deambulação (caminhada).
     O objetivo do tratamento da fascite plantar é reduzir a inflamação, aliviar a dor e habilitar o paciente para assumir suas atividades rotineiras. O tratamento normalmente é conservador através da fisioterapia. Além disso ainda existe a possibilidade da Terapia por Ondas de Choque (ESWT) para casos selecionados.

BURSITE, TENDINITE E SINDROME DO IMPACTO DO OMBRO

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Lombalgia

Hérnia de Disco

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LESÃO DA MUSCULATURA ADUTORA

LESÃO DO LABRUM ACETABULAR

LESÃO DO LIGAMENTO REDONDO

TENDINITE GLÚTEA

OSTEONECROSE DO QUADRIL

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Traumatologia

Aqui abordamos detalhes sobre o diagnóstico e o tratamento das fraturas.

Conheça algumas das fraturas pediátricas mais comuns, todas passíveis de tratamento com o Dr. Júlio Torres:

Lesões fisárias

Fratura supra condiliana do cotovelo

 As fraturas de fêmur e tíbia ocorrem tipicamente em paciente jovens (20 – 40 anos) após acidentes automobilísticos, motociclísticos ou em esportes radicais (traumas de alta energia). Por estarem envolvidos, normalmente, em um contexto de graves acidentes, pacientes com tal fratura devem ser inicialmente abordados pelo protocolo de ATLS (Advanced Trauma Life Support) de modo a controlar todos os fatores que ameaçem a vida, como perda sanguínea, lesão a órgãos vitais, como cérebro, coração, grandes vasos sanguíneos, orgãos abdominais. Após o atendimento inicial o paciente é então abordado pelo ortopedista para direcionar o tratamento da fratura.
 O tratamento dessas fraturas é usualmente cirúrgico.
 Fraturas expostas são tratadas em regime de urgência, através da limpeza + desabridamento e fixação da fratura. Fraturas fechadas do fêmur também devem ser tratadas em caráter de urgência para controle adequado do comprimento do membro e para reduzir a incidência de complicações como embolia gordurosa e tromboembolismo pulmonar. Fraturas fechadas de tíbia podem ser tratadas de modo eletivo após imobilização gessada.

Fratura do Planalto tibial

Fratura de Patela

Fratura-Avulsão da Eminências Intercondilares da Tíbia

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Fratura do terço proximal do úmero

Fratura de Clavícula

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 A fratura da coluna vertebral ocorre em duas faixas etárias distintas: jovens entre 20 e 40 anos de idade após trauma de alta energia; idosos após traumas de baixa energia (associados com osteoporose).
 O sintoma é dor intensa na coluna; pode haver, dependendo da gravidade da fratura, déficit neurológico (déficit sensitivo ou motor).
  O paciente deve passar por avaliação ortopédica em pronto socorro. Paciente jovens com suspeita de fratura a nível da coluna, usualmente passaram por traumas de alta energia e portanto devem seguir o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Suport) de modo a controlar todos os fatores que ameaçem a vida, como perda sanguínea, lesão a órgãos vitais, como cérebro, coração, grandes vasos sanguíneos, orgãos abdominais. Em seguida segue-se a avaliação ortopédica visando avaliar o status neurológico do paciente.
  O diagnóstico se baseia nas radiografias e na tomografia computadorizada, sendo esta última indicada em casos selecionados.
  O tratamento é baseado em questões como: local da fratura, status neurológico do paciente, gravidade da fratura evidenciada nos exames de imagem. Há ampla indicação do tratamento conservador, usualmente com coletes, nos casos mais leves.
  Em casos que apresentam déficit neurológico, fragmento ósseo pressionando a medula (evidenciado principalmente na tomografia computadorizada), está indicado o tratamento cirúrgico.

Fratura Transtrocanteriana

Fratura do Colo Femoral

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Fraturas do Tornozelo

  As fraturas do tornozelo ocorrem em praticamente todas as idades.
  Decorre de trauma torcional no tornozelo.
  Os sintomas apresentados pelo paciente são dor intensa, inchaço do tornozelo e possivelmente deformidade visível, além de incapacidade de andar.
  O principal dignóstico diferencial é a entorse do tornozelo, na qual há trauma torcional, dor, inchaço, dificuldade para andar, porém as radiografias não demonstram fratura. O que ocorre na realidade é uma lesão ligamentar a nível do tornozelo, que gera os sintomas acima descritos.
  O tratamento pode ser conservador nos casos sem desvio.
  Nos casos com desvio o tratamento cirúrgico é indicado.

Traumatologia Esportiva

Aqui abordamos os principais temas relacionados a lesões esportivas.

As fraturas por estresse são muito comuns entre atletas, seja no âmbito profissional ou no amador. Essas fraturas ocorrem de uma forma diferente das fraturas usuais, onde há um trauma agudo com energia suficiente para vencer a resistência óssea. Na fratura por estresse ocorre uma trauma repetitivo, de energia moderada, incapaz de produzir fratura se ocorrido de forma isolada; no entanto, se repetido sucessivamente produz a substituição da deformação elástica pela deformação plástica, produzindo por conseguinte microfraturas.
 Os esportes mais relacionados com as fraturas por estresse são corrida de rua, corrida de montanha, Triathlon e demais esportes de endurance. Há uma tendência ao seu acontecimento nos casos nos momentos de aumento do volume ou intensidade dos treinos.
 Os locais mais acometidos são: terço distal da tíbia, metatarsos (ossos longos dos pés), calcâneo. Mais raramente podem ocorrer no colo do fêmur e no planalto tibial.
 O diagnóstico preciso depende da suspeita clínica do ortopedista ao examinar um atleta de endurance com queixa de dor em região de possível sobrecarga cíclica.
 Os exames complementares usualmente solicitados para investigar uma suspeita de fratura por estresse são as radiografias (que só dão o diagnóstico em casos tardios) e principalmente a ressonância magnética (que permite o diagnóstico precoce).
 O tratamento varia desde o conservador, que se baseia na interrupção interrupção do esporte por tempo variável (normalmente por 8-12 semanas) associado a fisioterapia. Nesse tempo o atleta pode desenvolver atividades físicas sem impacto, como natação e musculação para membros superiores de forma a manter o preparo físico.
 O tratamento cirúrgico, através da fixação da fratura está indicado em fraturas com alta probabilidade de ocorrência de uma fratura completa (como em alguns casos de fraturas por estresse da tíbia com traço na cortical anterior) ou nos casos em que apesar da interrupção dos eventos traumáticos repetitivos pelo tempo adequado não há consolidação da fratura (como em alguns casos de fratura da base do quinto metatarso).

 As lesões musculares são muito comuns entre atletas profissionais e amadores. Normalmente ocorrem nos momentos de aumento de volume ou intensidade dos treinos.
 Os sintomas são dor local, pode haver equimose local, dificuldade/dor para realizar movimentos usando a musculatura levada.
O diagnóstico pode ser feito através de Ultrassonografias ou Ressonância Magnética.
As lesões são classificadas quanto a sua gravidade. No grau 1 há lesão de até 5% das fibras musculares; o sintoma é dor leve. No grau 2 pode haver lesão de até 50% das fibras musculares; o quadro já se apresenta com dor mais intensa, edema local. No grau 3 há lesão de mais de 50% das fibras musculares; nesses casos o quadro doloroso costuma ser incapacitante e a reabilitação costuma ser lenta até remissão completa dos sintomas.
O tratamento depende da gravidade da lesão, mas invariavelmente vai envolver interrupção por tempo variável do esporte; quanto mais grave maior o tempo de afastamento necessário do esporte. O trabalho conjunto com a fisioterapia visa manter boa amplitude de movimento das articulações adjacentes, recuperação do trofismo muscular e analgesia.